Presidente nacional do PSB e ex-prefeito de Recife (PE), João Campos pôs freio em uma tentativa de Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, de articular a obtenção do apoio dos pessebistas por meio de Carlos Siqueira, que antecedeu Campos no comando do partido. O Fator apurou que Gabriel tem insistido com Siqueira na ideia de ter o ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares Júnior (PSB), como seu candidato a vice na disputa pelo Palácio Tiradentes.
João Campos não descarta o apoio do PSB ao ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), mas tem pontuado que as negociações precisam passar pelo presidente estadual do partido, Otacílio Neto, o Otacilinho, que concilia o cargo com a Prefeitura de Conceição do Mato Dentro.
Internamente, lideranças do PSB ouvidas pela reportagem admitem sob reservas que, caso Gabriel atraia o apoio do PT para sua pré-candidatura, o partido passará a cogitar a hipótese de indicar o vice na chapa. Para o Senado Federal, a prioridade será a eleição da ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT).
Sinal de Alckmin
No fim de semana, a propósito, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) esteve com Gabriel Azevedo em Ouro Preto durante o Conexão Empresarial. Nos bastidores do tradicional evento organizado pelo jornalista Paulo César de Oliveira, Alckmin sinalizou que, em Minas, deseja ver seu partido participando de uma composição com legendas aliadas.
Mesmo considerando apoiar Gabriel, o PSB mineiro conduz um processo de prévias internas para definir seu pré-candidato ao Palácio Tiradentes. Além de Jarbas, estão no páreo o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Julvan Lacerda, o ex-vice-governador e ex-senador Clésio Andrade, bem como o ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Alencar.
Ainda em meio ao Conexão Empresarial, houve outro indicativo a respeito do rumo que o campo ligado ao governo federal deve tomar em Minas. Segundo Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro do Turismo e um dos principais interlocutores de Luiz Inácio Lula da Silva no estado, o presidente da República deve definir, “nos próximos 10 dias, no máximo”, seu nome para o comando do Executivo estadual.