As negociações entre o PT e Alexandre Kalil (PDT) por uma aliança na disputa pelo governo de Minas Gerais não avançaram, principalmente, devido a uma exigência fora do comum do ex-prefeito de Belo Horizonte.
De acordo com interlocutores que participaram das tratativas, Kalil até sinalizou aceitar repetir a dobradinha de 2022 com o PT, desde que tivesse certa ingerência sobre a utilização do fundo eleitoral petista em Minas.
O pedido foi visto como “muito exagerado” pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que chegou a se reunir por pelo menos quatro vezes com Kalil nos últimos meses. O fundão, cabe lembrar, é destinado não somente para as disputar majoritárias, mas também para a divisão de recursos entre as campanhas a deputado federal e estadual.
Em 2022, quando Kalil e o PT caminharam juntos na disputa contra a reeleição de Romeu Zema, a gestão dos recursos da campanha foi uma das muitas dores de cabeça da aliança. Kalil acabou derrotado no primeiro turno.
Nessa terça-feira (16), Edinho disse que as conversas com Kalil estavam encerradas e apontou que apoio do partido à candidatura do ex-prefeito estava inviabilizada por impedir o diálogo com outras siglas, como MDB, PSB, PCdoB, PV, Rede e Psol.