O presidente nacional do PT, Edinho Silva, disse nesta terça-feira (16) que um eventual apoio do partido à pré-candidatura de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas Gerais interditaria o debate sobre alianças com outras legendas. Ainda segundo o dirigente, os petistas vivem um impasse sobre os rumos no estado desde que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) oficializou a decisão de não concorrer.
“Eu, pessoalmente, tive uma conversa muito franca com ele (Kalil). Conversei com o presidente (Carlos) Lupi (do PDT). Kalil quer construir a candidatura dele ao governo. No momento em que ele se coloca como candidato ao governo, interdita composições e outras alianças. É natural”, afirmou, durante evento em Brasília (DF).
“Kalil teve bom desempenho em 2022, ao governo do estado. Respeitamos a posição dele e vamos nos encontrar, com certeza, no 2° turno. Mas, neste momento, quando ele se lança, impede que a gente continue dialogando com PSB, PCdoB, PV, Rede, Psol e (outros) partidos que fazem parte de nossa coligação nacional”, completou.
Resolução sobre candidatura própria tira PT da ‘defensiva’
Sem Pacheco, o PT mineiro chegou a aprovar uma resolução dando sinal verde às conversas sobre uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes. Paralelamente, a sigla mantém conversas com atores externos. O PSB, por exemplo, planeja realizar prévias para definir um postulante ao Executivo estadual e mira o apoio petista No rol de opções, está o ex-procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior. Ao mesmo tempo em que dialogam com os pessebistas, os petistas conduzem tratativas com Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao cargo.
“Isso (a resolução sobre candidatura própria) é importante para que o partido não saia na defensiva nas negociações. Mas, claro, vamos dialogar com várias lideranças em Minas — inclusive o MDB”, explicou Edinho Silva.
O texto citado pelo cacique diz ser “inadmissível que, em pleno maio de 2026”, a agremiação esteja “esperando por nomes externos” para encabeçar o palanque local do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos nomes ventilados para o caso de candidatura própria é o de Sandra Goulart, ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Embora correligionários defendam a ideia de convencer Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, a entrar na corrida, ela tem salientado que não pretende recuar da intenção de pleitear o Senado Federal. Nesta terça, Edinho reforçou que o caminho de Marília é a eleição à Casa Alta.