Filiados ao partido Novo, sobretudo do diretório de Minas Gerais, se organizam para participar e protestar presencialmente, em 4 de julho, de um evento da Executiva de Santa Catarina após a decisão da direção estadual catarinense de retirar o convite ao ex-governador Romeu Zema, pré-candidato à Presidência. A ideia é criticar de forma clara e aberta a decisão de retirar Zema do evento.
Zema foi desconvidado em meio a críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por causa da relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
internamente, a presença de filiados no evento é tratada como uma forma de marcar posição diante do episódio.
O diretório do Novo em Santa Catarina anunciou na segunda-feira (15) a retirada do convite ao ex-governador.
Segundo a assessoria da sigla no estado do Sul do país, a decisão foi resultado de articulação interna com membros da executiva, pré-candidatos, prefeitos e filiados. Em nota, o diretório afirmou que tem cobrado alinhamento do pré-candidato com o objetivo de união da direita contra o PT no primeiro e no segundo turno das eleições.
Aliados de Zema avaliam que o cenário político em Santa Catarina já é favorável a Flávio Bolsonaro e que os efeitos da crise tendem a se concentrar em outros estados. Dirigentes do partido apontam o Paraná como ponto de maior tensão, em razão das articulações para as eleições de 2026, que envolvem nomes como Deltan Dallagnol, tratado como prioridade do Novo para o Senado, e Sergio Moro (PL) e Filipe Barros (PL).
Em Santa Catarina, o Novo integra a base do governador Jorginho Mello (PL) e discute participação em composição majoritária.