Simões explica vice com o União e descarta mal-estar com Zema por Novo fora da chapa ao governo

A O Fator, governador detalhou escolha por Danilo de Castro e garantiu que partido do antecessor ficou ‘confortável’ com Senado
Romeu Zema e Mateus Simões
Zema tinha acordo para escolher vice de Simões, mas articulação com União e PP prevaleceu. Foto: Luiz Santana/ALMG

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), garantiu que a escolha do ex-secretário Danilo de Castro (União Brasil) como seu candidato a vice não causará arranhões na relação com o antecessor, Romeu Zema (Novo). 

O ex-chefe do Executivo tinha acordo para apontar o parceiro de Simões na disputa, mas o acordo que levou a federação entre União e PP para a chapa do PSD empurrou o Novo para a corrida ao Senado Federal.

Em entrevista exclusiva a O Fator nesta quinta-feira (6), Simões afirmou que, na esteira das tratativas para retomar a aliança com o bloco União-PP, o nome de Danilo, que ficou por mais de uma década no comando da Secretaria de Governo de Minas, emergiu naturalmente.

“Na hora de discutir os nomes, Danilo surgiu de uma forma quase natural como a maior referência política, inclusive pela força histórica de seu nome. É um político de muita experiência e de muita aceitação, dentro da federação e do lado de fora”, falou, assegurando não ter recebido nenhum posicionamento contrário de outros aliados quanto à escolha.

Como O Fator mostrou durante a semana, quando União e PP conversavam com o Republicanos sobre a possibilidade de apoiar Cleitinho Azevedo, Danilo de Castro foi apontado como indicação para a vice em caso de desfecho positivo

O senador, porém, insistiu em ter o correligionário Luís Eduardo Falcão como companheiro de chapa, em impasse que culminou no vídeo em que, emocionado, Cleitinho anunciava a desistência — que posteriormente tentou, sem sucesso, reverter.

Novo ‘confortável’

Com Danilo na vice de Simões, o Novo optou por lançar o influenciador Marco Antônio Costa, o Superman, como postulante ao Senado. 

“O Novo tinha a expectativa de lançar o candidato a vice, mas estava confortável com a ideia de que o importante era ir para a chapa majoritária”, explicou o governador. 

“Isso (o acordo com União e PP) abriu para o Novo uma janela com a qual o partido já flertava há algum tempo (o Senado)”, emendou.

Antes de fechar questão em torno de Superman, o Novo havia indicado dois nomes para aparecer ao lado de Simões nas urnas: a vereadora belo-horizontina Fernanda Altoé e o ex-deputado federal Tiago Mitraud.

Sem coligação para o Senado

Os partidos do arco governista vão lançar os candidatos ao Senado de forma avulsa. Assim, Superman concorrerá isoladamente pelo Novo, com Marcelo Aro disputando pelo PP e Carlos Viana representando o PSD.

Como O Fator mostrou, Mateus Simões não deve fazer atos de campanha ao lado de Aro, com quem rompeu na semana passada. O ex-secretário se distanciou do pessedista na expectativa de tentar uma candidatura própria ao governo

“Chegou-se à conclusão, tanto da parte da federação quanto da minha, que depois do desgaste não havia motivo para fazer a coligação (com União e PP para o Senado)”, justificou.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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