Circulou na semana passada a informação de que o delegado afastado Rodrigo de Melo Teixeira, da Polícia Federal, estaria negociando um acordo de delação premiada no âmbito da Operação Rejeito. Não procede.
Pelo que O Fator apurou com interlocutores ligados à investigação e à defesa do policial, uma delação nunca foi cogitada por Teixeira. Até aqui, não houve tratativa, formal ou informal, sobre o tema.
Rodrigo Teixeira foi alvo de operação em setembro do ano passado, em um dos desdobramentos da Rejeito, e ficou preso até dezembro. Atualmente, responde ao processo em liberdade, sob medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A Operação Rejeito deriva da Poeira Vermelha, aberta em 2020 para apurar irregularidades na exploração de minério de ferro na Serra do Curral. A investigação se expandiu e passou a incluir suspeitas de atuação coordenada no setor mineral, com uso de empresas, decisões administrativas sob questionamento e possíveis repasses indevidos.
Dela saíram outras frentes, como a Intrafortis, que mira a conduta de Teixeira, e a Contrassabotagem, sobre vazamento de informações.
No caso do delegado, seguem em vigor medidas como tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país, recolhimento domiciliar, afastamento de funções públicas e restrição de contato com servidores da Polícia Federal e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais.