Ainda sem definir os rumos que vai seguir na disputa pelo governo de Minas Gerais, a federação formada por União Brasil e PP decidiu adiar sua convenção. O encontro, originalmente marcado para 1° de agosto, foi adiado para o dia 3 do mês que vem.
Como O Fator mostrou mais cedo, lideranças nacionais da coalizão haviam sugerido postergar a convenção para depois dos eventos de partidos como PSD, PL e Republicanos. Inicialmente, a data original estava mantida. Agora, houve o recálculo de rota.
A convenção deve aprovar uma candidatura majoritária do ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro (PP) ao governo ou ao Senado Federal. A batida de martelo quanto ao cargo que ele disputará, contudo, tende a ficar para depois do encontro, uma vez que o objetivo do adiamento é dar mais tempo para que União e PP aguardem as definições de outras siglas.
Na semana passada, deputados federais e dirigentes da federação defenderam que Aro concorra ao governo do estado. O grupo entende que uma candidatura própria seria benéfica para a coalizão e avalia Aro como um nome capaz de conseguir o apoio de PL e Republicanos, que ainda aguardam por uma definição do senador Cleitinho Azevedo — os liberais, embora tenham o parlamentar como plano A, estudam a alternativa de lançar o Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, ou Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).
Ao mesmo tempo, há a avaliação de que o movimento serve para pressionar o PSD, sigla do governador Mateus Simões, a rifar a pré-candidatura do senador Carlos Viana à reeleição. O plano original de Aro era estar no palanque de Simões, mas ele descarta a possibilidade de fazer campanha ao lado de Viana, com quem acumula desgaste de anos.