À espera de Aro, cúpulas nacionais de União e PP defendem adiar definição sobre caminho em Minas

Tendência é que convenção referende o nome do ex-secretário para uma disputa majoritária, seja governo ou Senado
Lançamento da União Progressista
Antônio Rueda é um dos principais defensores da candidatura de Aro ao governo. Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Lideranças nacionais da federação formada por União Brasil e PP passaram a defender, nos bastidores, que o bloco espere as convenções estaduais de partidos como PSD, PL e Republicanos para definir o caminho a trilhar em Minas Gerais. 

O objetivo, apurou O Fator, é aguardar o máximo possível pelas definições de outras legendas, principalmente da centro-direita e da direita, antes de bater o martelo.

O encontro estadual da federação União-PP está marcado para 1° de agosto. Alguns interlocutores da esfera nacional da coalizão chegaram a sugerir o adiamento do evento, mas a data, ao menos por ora, está de pé. 

A tendência é que a convenção sirva para referendar a disposição do ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro, do PP, em concorrer a um cargo majoritário, sem especificar qual, deixando a ata com campos em aberto a fim de esperar o término das articulações.

O plano inicial dele era disputar o Senado Federal, mas na semana passada passou a ser incentivado por correligionários a tentar o governo de Minas. Como a reportagem já mostrou, a ideia de ter Aro como candidato ao comando do estado é vista sob duas óticas por componentes da federação. 

Dirigentes como Antônio Rueda, presidente nacional do União, defendem uma chapa ao Palácio Tiradentes e enxergam o ex-secretário como nome capaz de conseguir o apoio de partidos como PL e Republicanos.

As duas siglas ainda aguardam por uma decisão do senador Cleitinho Azevedo. Os liberais, inclusive, também ventilam uma candidatura própria por meio do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, ou do presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe.

Por outro lado, há a avaliação de que o movimento da federação serve de pressão ao PSD, partido do governador Mateus Simões, a desistir da pré-candidatura do senador Carlos Viana à reeleição. Aro acumula desgastes com o parlamentar desde os tempos em que eram correligionários no extinto PHS e já disse publicamente que não deseja dividir o palanque com ele.

A janela de convenções, iniciada nessa segunda-feira (20), se fecha em 5 de agosto. No entanto, os partidos têm 10 dias a mais para concluir eventuais negociações pendentes, já que o registro de candidaturas pode ser feito até o dia 15 do mês que vem.

Fransciny Ferreira é jornalista, com especialização no setor público e em gestão de imagem. Atua na cobertura política, com experiência em redações, assessoria de imprensa e marketing digital. Foi editora-chefe de O Tempo em Brasília, assessora da Presidência do Senado e liderou estratégias de PR no setor farmacêutico. Sugestões de pautas para: [email protected]

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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