Deputados federais de União Brasil e PP levaram à cúpula nacional da federação entre os partidos, nesta quinta-feira (16), a ideia de lançar o ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro, do PP, como candidato a governador de Minas Gerais.
Segundo participantes do encontro ouvidos por O Fator, a sugestão foi bem recebida pelos presidentes das duas legendas, Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), que participaram por videoconferência e endossaram a possibilidade. No entendimento de pessoas a par do tema, trata-se, indiretamente, de uma pressão sobre o PSD, legenda do governador Mateus Simões.
Por outro lado, interlocutores da federação acreditam que uma candidatura própria ao Palácio Tiradentes seria benéfica para os partidos e que Aro é capaz de aglutinar o apoio de partidos que ainda não decidiram os rumos que vão trilhar, como PL e Republicanos, que esperam por uma definição do senador Cleitinho Azevedo — os liberais também têm Vittorio Medioli e Flávio Roscoe como possibilidades.
Cenário embaralhado
Aro é pré-candidato ao Senado Federal e, antes da reunião desta quinta, vinha manifestando o desejo de estar na chapa do pessedista. A pré-candidatura à reeleição do senador Carlos Viana (PSD), contudo, embaralha o cenário. O ex-chefe da pasta de Governo acumula divergência de anos com Viana, de quem foi colega no extinto PHS, e já descartou publicamente a possibilidade de dividir o palanque com ele.
A avaliação é que colocar o nome do ex-secretário como postulante ao governo pode fazer com que a sigla de Simões repense os planos de lançar um concorrente próprio ao Senado.
Simões tem dito que confia em conseguir o apoio de União-PP. Ele se ampara em um compromisso dado no ano passado pelas direções estaduais das siglas. Atual presidente da coalizão em Minas, o prefeito de Belo Horizonte Álvaro Damião (União), contudo, adota discurso distinto. Quando perguntado sobre o tema, diz que o grupo ainda não decidiu o caminho que trilhará na corrida ao Palácio Tiradentes.
A notícia da reunião entre Ciro e Rueda e os correligionários mineiros foi inicialmente publicada pelo jornal O Tempo.