O PT convidou formalmente a federação formada por Psol e Rede Sustentabilidade para apoiar a pré-candidatura do deputado federal Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais. A proposta foi feita durante reunião entre representantes das siglas nesta terça-feira (21), em Belo Horizonte. O encontro terminou sem martelo batido porque os petistas não garantiram espaço na chapa a Áurea Carolina, ex-deputada federal e pré-candidata do Psol ao Senado Federal.
A O Fator, a presidente estadual do Psol, Iza Lourença, confirmou que não houve “resposta concreta” à possibilidade de o partido ter a prerrogativa de indicar uma das concorrentes à Casa Alta do Congresso Nacional.
“Hoje na reunião, a federação Psol-Rede ofereceu a força da nossa juventude e dos deputados federais de esquerda mais votados em Minas Gerais para contribuir na vitória do Patrus. Infelizmente, não tivemos resposta concreta. Mas seguimos tentando a unidade da esquerda e do campo progressista para disputar o estado”, disse.
Desde a semana passada, o Psol vem acenando a Patrus, mas coloca como condição uma dobradinha entre Áurea e Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata petista ao Senado.
Apesar das negociações estarem emperradas, há a expectativa de que integrantes de PT, Psol e Rede voltem a se reunir nesta semana.
PT mira gesto ao centro
A avaliação de lideranças do PT é de que Marília deve ter ao seu lado na chapa uma figura mais identificada com o centro.
Ainda na tarde desta terça, a presidente da legenda em Minas, a deputada estadual Leninha, terá uma conversa com a direção estadual do PSB. Uma das possibilidades à mesa é que o ex-procurador geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, abandone sua pré-candidatura ao governo e se coloque à disposição para concorrer ao Senado.
PDT pode ser opção
Já entre interlocutores de Rede e Psol, há consenso na tese de que Áurea teria espaço para disputar uma vaga de senadora em caso de união a Alexandre Kalil, pré-candidato do PDT ao governo de Minas Gerais.
Como O Fator já mostrou, a despeito das conversas com o PT, integrantes da federação trabalham para retomar o diálogo com Kalil.
A interface, que começou em abril, esfriou após o grupo avaliar que o pedetista estava tomando posições à direita. Agora, com o entendimento de que a dobradinha entre Áurea e Marília pode não sair do campo das ideias, o PDT voltou a ser considerado com mais força.