Candidatura retirada do PDT ao Senado teve quatro suplentes em duas semanas

Partido enfrentou renúncias em série de reservas antes de decidir recalcular rota e abrir mão em prol de Aécio
Marcelo e Mário Heringer posam para foto
Marcelo é irmão de Mário Heringer, presidente do PDT Mineiro. Foto: Mário Heringer/Site Oficial/Divulgação

Embora tenha durado apenas cerca de 15 dias, a candidatura do médico Marcelo Heringer (PDT) ao Senado Federal por Minas Gerais passou por uma situação inusitada: quatro correligionários foram registrados como suplentes ao longo do período. Marcelo renunciou na semana passada em prol da articulação que garantiu Aécio Neves (PSDB) como o único concorrente da aliança entre pedetistas e tucanos à Câmara Alta do Congresso Nacional.

Quando foi oficializada, em 15 de agosto, a chapa de Marcelo tinha Giovane Lelis como primeiro reserva e Robson Dutra na segunda suplência. Lelis, contudo, entregou carta de renúncia em 22 de agosto; dois dias antes, Dutra havia protocolado documento de mesmo teor junto à Justiça Eleitoral.

Para substituir Lelis, o PDT escolheu Daniel Gomes, que desistiu oficialmente nessa segunda-feira (31), na esteira da renúncia do titular da chapa. Já Bruna d’Ângela, a nova segunda suplente, saiu no dia 27, sete dias após chegar ao grupo.

União em torno de Aécio

Originalmente, a coligação entre PDT e PSDB, que oficialmente também conta com o Cidadania, havia registrado, além de Marcelo Heringer, mais uma candidatura ao Senado, encabeçada pelo tucano Gustavo Galassi. Engenheiro, ele também desistiu da disputa para viabilizar a costura em torno de Aécio.

Presidente nacional tucano, Aécio herdará o número de urna de Galassi, que será seu primeiro suplente. Marcelo ficará com a outra vaga reserva.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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