A nova conversa entre Mateus Simões e Gilberto Kassab

Governador, que enfrenta impasse envolvendo divisão das vagas ao Senado, esteve com presidente do PSD no fim de semana
Mateus Simões e Gilberto Kassab
Simões se filiou ao PSD de Kassab em outubro do ano passado. Foto: PSD/Divulgação

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, se encontrou nesse domingo (26) com o presidente nacional de seu partido, o PSD, Gilberto Kassab. O Fator apurou que os dois conversaram sobre a formação de alianças para dar sustentação à candidatura à reeleição de Simões.

Embora os apoios externos tenham sido o tema da agenda, o bate-papo não tratou propriamente do impasse com a federação União Brasil-PP por causa da ideia do PSD de lançar o senador Carlos Viana à reeleição.

O PP é a sigla do ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro, a quem Simões deseja apoiar na corrida pela Casa Alta do Congresso Nacional. Aro, contudo, acumula desgastes com Viana desde os tempos em que eram colegas no extinto PHS e já declarou que não dividirá o palanque com o ex-correligionário.

Em meio ao imbróglio, integrantes do bloco União-PP passaram a defender que Aro concorra ao governo e enfrente Simões nas urnas.

Aliados do chefe do Executivo ouvidos sob reservas por O Fator afirmam que os sinais recebidos de União e PP são conflitantes e variam conforme o interlocutor que os emite.

Como O Fator mostrou, Aro e Simões estiveram juntos no sábado (25), durante um encontro de prefeitos mineiros em Ouro Preto, na Região Central do estado. Segundo integrantes do entorno do governador, ele tenta encontrar uma saída para o embaraço e assegurar o embarque de União e PP em sua chapa.

Acenos de outros partidos

Mesmo em meio ao cenário de indefinição, os dois já receberam acenos de diferentes partidos. O Novo, por exemplo, homologou em convenção a intenção de caminhar com Simões e colocou à disposição os nomes da vereadora belo-horizontina Fernanda Altoé e do ex-deputado federal Tiago Mitraud para ocupar a vaga de vice.

Aro, por sua vez, tem o apoio da federação PRD-Solidariedade para o caso de concorrer ao Senado. 

Se entrar na disputa pelo Executivo, ele pode compor com o Republicanos. No sábado, a agremiação do senador Cleitinho Azevedo, que ainda não decidiu se disputará o Palácio Tiradentes, decidiu dar até 5 de agosto para o parlamentar bater o martelo, mas aprovou, como alternativa, a ideia de formar coligação com União Brasil, PP e Podemos — essa última também compõe o leque de legendas próximas ao ex-secretário.

Na semana passada, a direção nacional do PL também chegou a indicar a possibilidade de apoiá-lo.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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