A saída de Cleitinho Azevedo (Republicanos) da corrida pelo governo de Minas Gerais ainda não foi suficiente para arrastar a família do senador para uma eventual união em torno de Marcelo Aro (PP).
A O Fator, o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo (Republicanos) disse que não pretende seguir a orientação do partido caso a decisão seja por uma composição com Aro.
“Sou pré-candidato a deputado federal e não apoio Marcelo Aro”, afirmou.
A inclusão de Gleidson na chapa majoritária passou a ser ventilada por integrantes de PP, União Brasil, Republicanos e PL como alternativa para manter parte do eleitorado de Cleitinho em uma eventual candidatura única da direita ao Palácio Tiradentes. A avaliação é que um Azevedo na chapa ajudaria a reduzir o impacto da saída do senador da disputa.
Do outro lado, o deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) adota cautela. Aliado do grupo bolsonarista e integrante de um partido que ainda discute qual caminho seguirá em Minas, ele afirma que qualquer decisão dependerá da definição da direção nacional e estadual da legenda.
Como O Fator mostrou, sem Cleitinho, o Republicanos retomará as conversas por uma aliança com Aro. Antes de o congressista desistir da disputa, a federação União Brasil-PP chegou a voltar a cogitar a entrada do ex-secretário de Estado de Governo na corrida pelo Senado Federal.
Retirada confirmada
O Republicanos confirmou, nesta segunda-feira (3), que Cleitinho Azevedo não será candidato ao governo de Minas. A decisão foi sacramentada após uma reunião, em Brasília, entre o senador, o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen.
Oficialmente, o partido atribuiu a desistência ao momento de luto vivido por Cleitinho, que perdeu um irmão no último mês. Porém, lideranças admitem que o impasse sobre a formação da chapa também pesou na decisão.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Cleitinho afirmou que não reúne condições emocionais para disputar a eleição. Marcos Pereira, por sua vez, disse que o Republicanos ofereceu todas as condições para a candidatura, mas que o senador optou por priorizar a família