A escolha do ex-secretário de Governo Danilo de Castro (União Brasil) para compor a chapa do governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), como candidato a vice foi marcada por uma reviravolta nos bastidores.
Em meio às articulações que reaproximaram a federação formada por PP e União do atual chefe do Executivo estadual, houve a menção a outros nomes, mais próximos à bancada de deputados, como opções para ocupar o posto de candidato a vice-governador.
No entanto, em uma articulação liderada pelo presidente do diretório estadual do União, o deputado federal Rodrigo de Castro, Danilo acabou ocupando o espaço. Rodrigo é filho do agora candidato a vice-governador na chapa de Simões.
Por outro lado, em entrevista exclusiva a O Fator nesta quinta-feira (6), o governador afirmou que, na esteira das tratativas para retomar a aliança com União e PP, o nome de Danilo de Castro emergiu naturalmente, sem resistência da federação aliada.
“Na hora de discutir os nomes, Danilo surgiu de uma forma quase natural como a maior referência política, inclusive pela força histórica de seu nome. É um político de muita experiência e de muita aceitação dentro da federação e do lado de fora”, disse.
Damião não se envolve
Ainda segundo fontes da federação, o prefeito de BH e presidente da federação em Minas, Álvaro Damião (União), não se envolveu diretamente na articulação que terminou com a indicação de Danilo de Castro.
Damião chegou a dizer, na convenção da federação na segunda-feira (3), que PP e União não seriam “palanque de ninguém”, em meio às articulações que poderiam transformar o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) no nome apoiado pelo candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em Minas.
Como mostrou a reportagem, Aro será, agora, candidato ao Senado. A costura para essa candidatura à Casa Alta do Congresso, que será avulsa, e para o apoio do bloco a Simões foi chancelada pelos presidentes nacionais do União, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira.