O Republicanos definiu esta sexta-feira (7) como prazo para bater o martelo sobre qual estratégia adotará na disputa pelo governo de Minas Gerais nas eleições deste ano.
Uma reunião entre o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), o presidente estadual do partido, deputado federal Euclydes Pettersen, e outros aliados deve selar a decisão.
Segundo apurou a reportagem, o anúncio oficial é esperado internamente no partido para o fim desta sexta-feira. Até então, as conversas caminhavam para que Cleitinho fosse confirmado como candidato ao governo de Minas.. O partido direcionou uma avião a Divinópolis para buscar Cleitinho e seguirem juntos para São Paulo.
No entanto, diante dos sucessivos recuos do parlamentar, tanto em público quanto nas conversas internas com a direção do Republicanos desde o ano passado, a postura da legenda ainda é de cautela até que a decisão seja oficializada.
O intuito é resolver o impasse para que as estratégias de palanque sejam finalizadas até o dia 15, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Com o PL decidido a lançar candidatura própria ao Palácio Tiradentes e a federação União Brasil-PP alinhada ao projeto de reeleição do governador Mateus Simões (PSD), definição tomada nesta semana, a tendência apontada nos bastidores é que o Republicanos também entre na disputa com uma chapa própria.
A principal indefinição continua sendo o nome que encabeçará a chapa. Até então, a composição desenhada previa Cleitinho como candidato ao governo, tendo como vice o ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão.
Nos bastidores, houve tentativas da direção nacional de convencer Falcão a assumir a cabeça de chapa. A possibilidade, porém, não avançou nos últimos dias diante da resistência do próprio ex-prefeito.
Caso Cleitinho seja confirmado como candidato, a direção do Republicanos busca apresentar uma justificativa pública para a escolha que preserve a autoridade dos dirigentes da legenda. O movimento ocorre poucos dias após o senador voltar atrás em uma decisão sobre a disputa eleitoral, episódio que levou Marcos Pereira a fazer críticas públicas ao parlamentar. Na ocasião, o presidente nacional do Republicanos afirmou que o partido não poderia “entregar Minas” a alguém que muda de posição constantemente.