Após meses sob pressão para disputar o governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) passou a ser procurado por líderes do Congresso Nacional para outro destino: uma eventual vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendem que Pacheco seja indicado caso o ministro Bruno Dantas deixe a Corte. A vaga, porém, ainda não existe, e o senador evita tratar do assunto antes de uma definição do atual ocupante do cargo.
Interlocutores de Pacheco afirmam que ele só discutirá uma possível indicação após a formalização da vacância. Em abril, ele anunciou que, além de não ser candidato a governador, também não disputaria nenhum outro cargo na eleição e voltaria a focar somente na advocacia privada. O senador mantém boa relação com Dantas, que tem relatado a aliados, desde o início do ano, a intenção de deixar o tribunal e migrar para a iniciativa privada.
Dantas, no entanto, reduziu o ritmo dessas conversas enquanto acompanha articulações internas no TCU. A possibilidade de sua saída também passou a ser tratada em meio a questionamentos sobre um leilão de R$ 1 bilhão no Porto de Santos, vencido por um consórcio formado por familiares do ministro.
Na semana passada, o ministro Augusto Nardes suspendeu a licitação, que previa a administração de um pátio logístico no porto, após indícios de irregularidades. Reportagem do UOL mostrou que o consórcio vencedor reúne o sogro, o cunhado e a mulher de Dantas.
Dantas declarou impedimento para participar da análise do caso no TCU. A representação foi apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e por sete deputados federais.