Aliados recomendaram ao governador Mateus Simões (PSD) que evite nacionalizar o debate durante a campanha pela continuidade dele no Palácio Tiradentes. O conselho foi compartilhado com o atual chefe do Executivo de Minas Gerais durante o almoço dele com prefeitos e parlamentares mineiros nessa segunda-feira (17), em um restaurante de Belo Horizonte.
O argumento é de que a coligação que apoia Mateus Simões tem dois presidenciáveis — o ex-governador Romeu Zema (Novo), apoiado pelo pessedista; e Ronaldo Caiado, correligionário dele.
Portanto, a ideia é deixar que esse palanque seja ocupado por Zema e Caiado para evitar as chamadas “bolas divididas” no jargão político. Apesar disso, fontes informaram a O Fator que a conversa aconteceu em caráter indicativo, sem qualquer cobrança incisiva.
A recomendação chegou aos ouvidos do governador após o debate da Band, no qual Simões, em alguns momentos, usou temas nacionais para argumentar — como a falta de investimentos do governo federal em rodovias que passam pelo estado e críticas a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas negociações no âmbito do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
O almoço
O Fator apurou que a atividade, ocorrida durante o almoço em um restaurante da capital, serviu para a gravação de peças eleitorais de Simões e Viana com chefes dos Executivos municipais e parlamentares.
Também houve momento para a exposição, por parte da equipe de campanha do governador, de dados referentes à última pesquisa Genial/Quaest sobre o Palácio Tiradentes. O levantamento, do fim de julho, tem a liderança do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).
O senador Carlos Viana, também do PSD, e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), bateram ponto no encontro.
Na lista de prefeitos, ainda marcaram presença Heron Guimarães (União Brasil), de Betim, Paulo Sérgio (PSD), de Uberlândia, Guilherme Guimarães (União Brasil), de Montes Claros, e Elisa Araújo (PSD), de Uberaba.