Se confirmada a indicação de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o Tribunal de Contas da União (TCU), um terço do plenário da Corte passará a ser formado por mineiros — três dos nove ministros titulares.
Pacheco ocuparia a vaga aberta com a renúncia de Bruno Dantas, que entregou a carta de renúncia nesta segunda-feira (31). O principal fiador da articulação é o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Embora tenha nascido em Rondônia, Pacheco cresceu em Passos, no Sul de Minas, e construiu toda a carreira política no Brasil estado, pela qual foi eleito deputado federal e senador.
Ele se somaria a Antonio Anastasia, ex-governador e ex-senador, aprovado pelo Senado em dezembro de 2021, também em vaga da cota do Senado.
O terceiro nome é Odair Cunha (PT-MG), aprovado em abril de 2026 para a vaga destinada à Câmara. A indicação de Pacheco deve ser formalizada e submetida ao plenário do Senado ainda nesta semana.
Pacheco vinha sendo procurado havia meses por líderes do Congresso para assumir uma eventual cadeira no tribunal. Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendiam seu nome caso Dantas deixasse a Corte.
O senador, no entanto, condicionava qualquer conversa a uma decisão formal do então ministro. A aliados, Pacheco dizia que não trataria de sua eventual indicação enquanto a vaga não estivesse aberta.