O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) reconheceu a quitação integral da condenação por improbidade administrativa imposta ao deputado federal Luis Tibé (Avante-MG), pediu a extinção do processo e concordou com a devolução de R$ 82,6 mil que o parlamentar pagou a mais. A condenação remonta à época em que ele era vereador.
A manifestação foi assinada nesta terça-feira (26) pela promotora Luciana Ribeiro da Fonseca, da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte, que também aprovou o fim da penhora sobre um imóvel do presidente nacional do Avante no bairro Concórdia, na região Nordeste da capital mineira.
Tibé foi condenado em 2015 por uso irregular da verba indenizatória da Câmara Municipal de Belo Horizonte, entre 2009 e 2011. A sentença apontou gastos com locação de veículos acima do padrão, consumo de combustível em volumes exorbitantes, inclusive em recessos e em carros não identificados nas notas, além despesas com alimentação.
O dano foi fixado em R$ 145,1 mil. Na execução, o deputado parcelou a dívida em 60 vezes e antecipou as últimas 20 parcelas em julho de 2026. Ele fesembolsou R$ 382 mil no total, com juros e correção. O Ministério Público constatou que ele pagou R$ 82,6 mil a mais e concordou com a restituição da quantia. O restante depositado será repassado ao município.