Mosaic pede licença para ampliar oitava maior barragem de rejeitos de MG

Mineradora já obteve licença prévia e de instalação; estrutura tem risco baixo de rompimento
Barragem da Mosaic em Patos de Minas. Foto: Divulgação.

A mineradora Mosaic, maior produtora de fosfato concentrado do mundo, protocolou, junto à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), pedido de licença de operação relativa à ampliação de uma de suas barragens de rejeitos na cidade de Tapira, no Triângulo Mineiro. A BR, nome dado à estrutura, é a oitava maior barragem do tipo do estado.

A empresa obteve a licença de instalação em novembro de 2023 e agora busca a autorização dos órgãos ambientais do estado para operar a estrutura já expandida.

De acordo com parecer da Feam emitido no processo de obtenção da licença de instalação, a barragem BR opera atualmente com renovação do aval para a operação, concedido em novembro de 2010.

Ainda segundo o documento, a estrutura tinha, antes da licença de instalação, capacidade de armazenar 80 milhões de metros cúbicos de rejeito. Após a instalação, a capacidade subiu para 122,4 milhões de metros cúbicos – aumento de 53% em relação ao volume original.

Com o alteamento, haverá ampliação da área ocupada pela estrutura em mais 158,8 hectares, totalizando 585 hectares.

O incremento, segundo a empresa, proporcionará um aumento na vida útil da barragem em, aproximadamente, 11 anos. Conforme a Mosaic, será possível fazer novas obras a fim de esticar a vida útil para mais de 34 anos.

A estrutura, de acordo com sistema da Agência Nacional de Mineração (ANM), tem categoria de risco baixa e dano potencial associado alto. Ao todo, a Mosaic tem sete barragens em Tapira, sendo a BR a segunda maior – atrás apenas da BL-1, que tem 232,5 milhões de metros cúbicos.

Em nota, a Mosaic confirmou as informações e afirmou que “a atividade objeto da licença é o alteamento da barragem de contenção de rejeitos denominada BR, que tem objetivo o armazenamento dos rejeitos gerados na Unidade de Tratamento Mineral de rocha fosfática do Complexo de Mineração de Tapira”. “A barragem BR possui licença de instalação que ampara o alteamento da estrutura até a cota 1210 metros, sendo esse alteamento necessário para a continuidade operacional da unidade”, continua.

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

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