O governo de Minas Gerais desembolsou, desde janeiro, cerca de R$ 3,15 bilhões em obrigações financeiras associadas ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag).
O cálculo, feito por O Fator, considera os valores pagos mensalmentes à União a título de refinanciamento do débito e também os repasses feitos a credores de empréstimos que estavam com prestações paralisadas — a retomada da quitação desses acordos foi uma das condições para a repactuação do passivo junto ao governo federal.
Os empréstimos, aliás, correspondem à maior parte dos gastos relacionados ao Propag. Até o dia 15 deste mês, o estado havia utilizado R$ 2,22 bilhões no cumprimento das parcelas. Os repasses diretos à União, por sua vez, somam R$ 931,44 milhões.
Minas assinou a adesão ao programa em janeiro deste ano. O modelo prevê a redução dos juros incidentes sobre a dívida por meio de contrapartidas como investimentos em infraestrutura — algo que, como O Fator já mostrou, demandará, por parte do Palácio Tiradentes, o aporte de mais R$ 1,25 bilhão até dezembro.
Crescimento progressivo
As prestações pagas por Minas à União vêm crescendo gradativamente desde o primeiro mês de 2026. Naquela oportunidade, o estado encaminhou R$ 101,28 milhões aos cofres federais. Em setembro, as cifras foram de R$ 105,055 milhões.
A única queda de um mês para o outro aconteceu entre julho e agosto. Na ocasião, os R$ 105,054 milhões de julho foram precedidos pelos R$ 105,023 milhões de agosto.
Prestações de Minas no Propag (mês a mês, em valores aproximados)
- Janeiro: R$ 101,28 milhões;
- Fevereiro: R$ 101,699 milhões;
- Março: R$ 102,018 milhões;
- Abril: R$ 102,914 milhões;
- Maio: R$ 103,893 milhões;
- Junho: R$ 104,501 milhões;
- Julho: R$ 105,054 milhões;
- Agosto: R$ 105,023 milhões;
- Setembro: R$ 105,55 milhões.