A direção nacional do PT reagiu mal à avaliação, que ganhou força entre petistas mineiros, de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode perder em Minas Gerais e ainda assim se reeleger.
Desde a redemocratização, nenhum candidato chegou ao Palácio do Planalto sem vencer no estado. Lula terminou o primeiro turno em Minas com 43,32% dos votos válidos, contra 48,24% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Diante do resultado, integrantes do PT mineiro passaram a admitir internamente que a tradição pode ser quebrada no segundo turno, marcado para este domingo (25).
Segundo apurou O Fator, dirigentes nacionais avaliam que é esse tipo de discurso reduz o peso institucional do PT mineiro nas discussões sobre eleições gerais, por soar como entrega de toalha antes da hora.
A articulação do palanque de Lula para o governo mineiro foi conduzida pela própria direção nacional, como mostrou O Fator, e terminou com a vitória de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda no primeiro turno.
Para eles, Lula precisa vencer no estado e não há plano alternativo. “Se for para quebrar uma tradição, que seja outra”, resumiu um interlocutor.