O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) marcou, para a próxima terça-feira (3), o julgamento em primeira instância, da ação movida pelo PT de Belo Horizonte pedindo a cassação do vereador Wagner Ferreira (Rede).
Ferreira foi reeleito em 2024 pelo PV, partido que integra uma federação com PT e PCdoB.O parlamentar deixou a legenda e se filiou à Rede em março deste ano, período em que a legislação eleitoral permitia migrações apenas para deputados federais e estaduais.
Segundo os petistas, houve infidelidade partidária. Do outro lado, a defesa de Ferreira diz que ele obteve uma carta de anuência do PV para se transferir à Rede.
Os advogados do parlamentar ainda alegam que ele sofreu perseguição da antiga legenda por ter decidido votar em Juliano Lopes (Podemos) na disputa pela presidência da Câmara Municipal (CMBH), em janeiro do ano passado. A agremiação defendia o apoio a Bruno Miranda (PDT).
Suplente garantida
Primeira suplente na chapa da federação, a subsecretária de Assistência Social e Direitos Humanos da Prefeitura de Belo Horizonte, Luana de Souza (PT), tomará posse no Legislativo municipal em 2 de fevereiro do ano que vem, na vaga do deputado federal eleito Pedro Rousseff, do mesmo partido. Em 2024, Rousseff foi o vereador mais votado da aliança, com 17.595 votos.
O segundo suplente na nominata é o ex-vereador Célio Frois, do PV. Em 12 de julho, Frois foi designado pelo prefeito da capital, Álvaro Damião (União Brasil), para compor o Conselho Fiscal da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB).