Credenciada para participar do processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Sabesp vive uma espécie de impasse. O Fator apurou que a entrada da Equatorial, controladora da Sabesp, como sócia na oferta, não é certeza.
Assim, em um cenário sem a Equatorial, a Sabesp poderia buscar outra parceira para a disputa pelo controle da Copasa. A hipótese de a empresa paulista entrar no jogo sem sua controladora, contudo, é vista por interlocutores como menos provável. Fontes avaliam que, se a Equatorial decidir ficar de fora, a Sabesp pode trilhar a mesma rota.
A etapa prévia à oferta de privatização terminou com manifestações de interesse por parte da Sabesp e da Aegea. As duas empresas desejam assumir o posto de investidor âncora da Copasa, adquirindo 30% dos 50,03% que hoje estão sob o controle do governo estadual.
A associação entre Sabesp e Equatorial é comumente feita entre pessoas a par do processo de privatização. Na semana passada, o governador Mateus Simões (PSD) fez tal conexão ao comentar o fim do período de credenciamento.
“A Sabesp está junto com a Equatorial, que tem uma operação enorme. A Aegea coordena mais consumidores do que a Copasa tem. Então, nos deu muita tranquilidade. (Ambas) têm capacidade financeira e operacional de participar do leilão como (potencial investidor) relevante”, falou, em tom elogioso.
No início do mês, o presidente da Sabesp, apontou como percurso natural a parceria com a Equatorial na corrida pela Copasa, mas evitou cravar a dobradinha.
“Não posso confirmar a parceria, mas acho que é algo que queremos buscar, e a Equatorial é um parceiro de primeira escolha. É algo que consideramos benéfico para neste momento”, falou.