A ex-primeira-dama de Minas e seu papel na ONG ligada ao ex-CEO do Banco Master

Carolina Pimentel é vice-presidente do Instituto Terra Firme, criado pelo ex-CEO e alvo da PF Augusto Lima
Pelo que O Fator apurou, a aproximação de Carolina Pimentel (esq.) com o instituto aconteceu a convite de Flávia Peres (dir.). Foto: Divulgação

Uma figura conhecida da política mineira ressurgiu na Bahia em meio às investigações que resultaram na prisão do ex-CEO do Banco Master. Carolina Pimentel, ex-primeira-dama de Minas Gerais e ex-esposa do ex-governador Fernando Pimentel (PT), ocupa desde 2024 o cargo de vice-presidente do Instituto Terra Firme, organização fundada pelo empresário e ex-CEO do Master, Augusto Lima, preso na terça-feira (18) pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

A operação investiga supostas fraudes bilionárias em carteiras de crédito negociadas pelo Banco Master. O Instituto Terra Firme é presidido por Flávia Peres, esposa de Augusto Lima e ex-diretora de ESG do Banco Master. Flávia é ex-deputada federal pelo Distrito Federal e foi ministra-chefe da Secretaria de Governo durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). Ela começou a adotar o nome Peres recentemente, após a separação do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Anteriormente, era conhecida como Flávia Arruda.

Pelo que O Fator apurou, a aproximação de Carolina Pimentel com o instituto aconteceu a convite de Flávia Peres, com quem mantém uma amizade pessoal.

Em nota à imprensa, os advogados de Augusto Lima afirmaram que as operações investigadas são posteriores à sua saída do Banco Master, em 2024, e não têm relação com sua atuação profissional.

O Instituto Terra Firme divulgou nota afirmando que não atua com recursos públicos e nunca recebeu dinheiro do Banco Master. A entidade declarou que toda a sua atuação é financiada de forma independente, sem repasses governamentais de qualquer natureza, e que não mantém convênios de caráter financeiro com o governo da Bahia, a Prefeitura de Salvador ou o Ministério Público da Bahia, mas relação de caráter “exclusivamente institucional e programático”.

A ONG afirmou que a execução de seus projetos é integralmente viabilizada por doações de empresas privadas e pessoas físicas. “O Instituto Terra Firme reafirma seu compromisso com a transparência, a integridade e a responsabilidade na condução de suas iniciativas sociais”, conclui a nota.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

Tatiana Moraes é jornalista especialista em comunicação estratégica, com MBAs em Gestão de Negócios e Comunicação Eleitoral e Marketing Político. Foi repórter dos jornais Hoje em Dia e Diário do Comércio e atuou como diretora de Comunicação da AMM e assessora-chefe de Comunicação da Secretaria de Estado de Governo (Segov).

Leia também:

O partido que deve acompanhar o PL na disputa pelo governo de Minas

O pedido de ex-presidente da Codemig à direção do PT sobre Fernando Pimentel

Após sete meses e sem ir a plenário, caso Ganem é arquivado na Câmara de BH

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse