Integrantes do PT mineiro acreditam que a chapa do deputado federal Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais terá nomes do PSB para a vice e para uma das vagas ao Senado Federal.
Apesar da avaliação, petistas ponderam que a indicação dos nomes caberá aos pessebistas. No entendimento de correligionários de Patrus ouvidos por O Fator, Josué Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é neste momento o favorito para concorrer a vice-governador.
Nesse cenário, Jarbas Soares Júnior, ex-procurador-geral de Justiça, disputaria o Senado em dobradinha com Marília Campos (PT).
Como a reportagem já mostrou, Josué é visto por colegas do PSB como um quadro distante das articulações locais. Pesa a favor dele, contudo, a boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário chegou a sinalizar à agremiação que o abriga que só consideraria entrar na disputa em caso de convite do chefe do Executivo federal.
Equilibrando os pratos
Parte dos integrantes do PSB reivindica que o partido indique apenas um candidato ao Senado, sem participar diretamente da corrida pelo governo. A ideia chegou a ser levada pelo presidente estadual do partido, Otacílio Neto, o Otacilinho, a João Campos, que comanda o diretório nacional.
Assim, os pré-candidatos da legenda a deputado federal que rejeitam a aliança com o PT seriam atendidos em um contexto de redução de danos.
Caso o PSB tenha o candidato a vice de Patrus, a avaliação de integrantes da chamada chapa municipalista, conjunto de ex-prefeitos que escolheram a sigla para concorrer a cadeiras na Câmara dos Deputados, é de que pode haver uma debandada na nominata.
Nesta segunda-feira (27), a propósito, o PT oficializou em convenção a candidatura de Patrus. O próximo passo é a homologação da participação dele por parte da federação que também conta com PV e PCdoB.
Em nota oficial após o evento desta segunda, o diretório petista afirmou que conversa com PSB, Psol e Rede Sustentabilidade para montar a coligação. A federação entre Psol e Rede já aprovou a candidatura de Áurea Carolina ao Senado e condiciona a entrada no grupo pró-Patrus à abertura de espaço ao projeto envolvendo a ex-deputada federal.