A torcida no PSD mineiro pela indicação de Pacheco ao STF

Mesmo tendo decidido apoiar Mateus Simões na disputa pelo governo estadual, partido acompanha definição dos rumos do senador
O senador Rodrigo Pacheco
Pacheco aguarda por conversa com Lula sobre próximos passos na vida pública. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Mesmo após decidir o PSD caminhar ao lado do vice-governador Mateus Simões na disputa pelo poder Executivo de Minas Gerais em 2026, integrantes do partido no estado torcem, ainda que à distância, pela indicação do senador Rodrigo Pacheco ao Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de mirar a Corte, Pacheco é o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer à sucessão de Romeu Zema (Novo).

Como mostrou O Fator, Pacheco deve se reunir com Lula nesta semana para tratar dos dois temas. A tendência é que o presidente explique ao senador os motivos da escolha por Jorge Messias para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso e aproveite para sondá-lo sobre a disposição de concorrer ao Palácio Tiradentes.

Mesmo Simões, que se filiou ao PSD no início da semana, vê com bons olhos uma eventual escolha de Pacheco para o Supremo. No início da semana, o vice de Zema disse a O Fator que a presença do ex-presidente do Congresso Nacional na Corte seria “ótima” para Minas Gerais.

Aliados de Pacheco, por sua vez, apontam que a torcida do PSD mineiro pela escolha do senador para o Supremo tem por objetivo abrir caminho a Simões, que deixaria de ter, no embate eleitoral, o plano A de Lula.

Em que pese a torcida do PSD, não vem do partido o principal defensor, no mundo político, da ida de Pacheco ao STF. O papel cabe ao senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que sucedeu o parlamentar de Minas no comando do Congresso Nacional.

Na semana passada, instado a comentar sobre seu futuro, Pacheco afirmou que é preciso respeitar a prerrogativa presidencial de escolher o próximo ministro do STF e prometeu, para os próximos dias, uma definição quanto ao papel que terá na disputa estadual do ano que vem. Caso demonstre interesse em entrar no páreo, o congressista terá de mudar de agremiação. PSB, MDB e União Brasil chegaram a sondá-lo. O União, porém, já indicou que pretende apoiar Simões, indicando, como um dos candidatos ao Senado, Marcelo Aro, do aliado PP e o secretário de Estado de Governo.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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