Advogados têm procurado corretoras em busca de seguros de responsabilidade civil profissional a fim de se resguardar de erros não intencionais cometidos no exercício de suas atividades. Uma das razões para o aumento na procura pela camada de proteção é a inteligência artificial (IA).
“A gente percebe, especialmente agora na era da inteligência artificial, muitos casos polêmicos têm acontecido. Então, o seguro de responsabilidade civil vem exatamente para resguardar o advogado na prática da profissão dele para essas denúncias e para esses casos”, diz Tamires de Fátima, gerente de relacionamento da Finlândia Corretora.
A Finlândia instalou um estande na 19ª Conferência Mineira da Advocacia, em Poços de Caldas, no Sul do estado. O Fator acompanha in loco o evento.
Segundo Tamires, a empresa tinha o propósito inicial de apresentar aos participantes do evento, organizado pela OAB-MG, o seguro-garantia judicial, que serve, por exemplo, para substituir a penhora de bens. A realidade, contudo, se mostrou diferente.
“Tivemos uma grande procura, no nosso estande, pelo seguro de responsabilidade civil profissional”, explica.
Segundo a gerente, a apólice cobre danos materiais e corporais causados ao longo da atividade profissional. O modelo segue o do seguro contratado por médicos.
Garantia em processos
Já o seguro-garantia judicial atende empresas que, em processos judiciais, precisam arrolar bens, sofrem penhora on-line ou têm de fazer depósito judicial. Com a apólice, a empresa garante a continuidade do processo sem desembolsar o valor em discussão.
“Você vai utilizar (o seguro) para que possa apresentar a apólice do seguro no processo judicial, garantir essa continuidade da discussão dos valores e não se descapitalizar imediatamente”, pontua.
De acordo com Tamires de Fátima, seguros do tipo não comprometem o capital de giro e permitem a recuperação de valores já depositados em ações em andamento, substituindo as cifras por uma apólice de seguros.
Fiança no aluguel
O portfólio da Finlândia tem ainda um seguro que substitui o fiador em contratos de aluguel.
A apólice cobre o proprietário em caso de inadimplência do inquilino. Pode incluir coberturas adicionais e dá amparo em ações de despejo. Segundo a gerente, o custo fica, em média, entre um aluguel e um aluguel e meio. O valor depende da análise de crédito do contratante e do prazo do contrato de locação, que costuma variar de 30 a 60 meses. Com o seguro, o inquilino também não precisa depositar caução.
“Hoje, ninguém quer ser fiador de ninguém”, defende Tamires.
A especialista recomenda que o consumidor verifique o registro da corretora antes de contratar um seguro. Segundo ela, corretoras, assim como seguradoras, são reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e precisam de registro para operar.
“A partir do momento que não é uma corretora credenciada e habilitada a operar, você pode estar contratando seguro com uma empresa que não vai te dar um amparo legal”, alerta.
O Fator na Conferência Mineira da Advocacia
Entre esta quinta-feira e a sexta-feira (6), O Fator publicará, em seu site, uma série de matérias relacionadas à Conferência Mineira da Advocacia. O veículo instalou um estúdio no centro de convenções que abriga o evento e fará entrevistas com autoridades do mundo jurídico. As conversas poderão ser vistas na íntegra no YouTube.