Vencedora da disputa pelo posto de investidor de referência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Equatorial acredita que o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) à negociação acontecerá até o início de agosto. A projeção consta em material encaminhado a investidores para detalhar a operação.
Ainda de acordo com a estimativa da Equatorial, a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para eleger os novos conselheiros da estatal deve ocorrer também em agosto.
A liquidação da oferta, por sua vez, está prevista para a terça-feira (16). Na sequência, o processo será submetido ao Cade, vinculado ao governo federal, para análise.
A Equatorial firmou acordo para adquirir 30% da Copasa por meio da subsidiária Gerais Saneamento S/A. A transação vai movimentar R$ 5,5 bilhões, mas pode subir para R$ 7,9 bilhões se o grupo conseguir concretizar a intenção de promover alocação acionária adicional de 12,6%. A fatia complementar compõe os 15% que o governo de Minas Gerais trabalha para vender de forma fracionada ao mercado.
Quando se tornou controladora da Sabesp, em 2024, a Equatorial levou menos de um mês para obter o sinal verde do Cade à transação. O protocolo aconteceu em 24 de julho, enquanto a aprovação veio em 7 de agosto. À ocasião, a AGE que definiu a nova composição do conselho ocorreu em 27 de setembro.
Financiamento de R$ 7,5 bilhões
Como O Fator mostrou nessa quinta-feira (11), a Equatorial aposta em um financiamento ponte de R$ 7,5 bilhões para bancar a maior parte do negócio. A captação está ancorada na emissão de notas comerciais escriturais.
Em um segundo momento, o empréstimo ponte, de curto prazo, será substituído por um financiamento de longa duração ou permanente, o chamado take-out.
Na apresentação feita nesta quinta-feira, a Equatorial informou que o desenho tem “baixo impacto na alavancagem de curto prazo e totalmente revertido no médio prazo”.
Ainda conforme a holding, a estratégia preserva “a capacidade da Equatorial de continuar analisando novas oportunidades”.