O diretório do PL em Minas Gerais terminou a convenção partidária desta segunda-feira (27) sem bater o martelo quanto ao caminho a tomar na disputa pelo governo do estado. A legenda decidiu deixar a ata em aberto à espera de uma eventual candidatura do senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos. O encontro aconteceu na sede da Assembleia Legislativa (ALMG), em Belo Horizonte.
Na prática, a Executiva estadual terá plenos poderes para definir a estratégia na disputa ao Palácio Tiradentes.
Filiados aos quadros liberais, o ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, e o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, foram mantidos como opções para o caso de candidatura própria.
A única definição majoritária do PL diz respeito ao Senado Federal: o partido homologou a candidatura do deputado federal Domingos Sávio à Casa Alta.
Ainda no que diz respeito ao governo do estado, além de Cleitinho e da opção por candidatura própria, a direção nacional do PL trabalha com uma alternativa adicional: o eventual apoio ao ex-secretário de Estado de Governo Marcelo Aro, do PP.
Como O Fator mostrou na semana passada, integrantes da cúpula federal da sigla acenaram com a possibilidade a representantes da federação formada por União Brasil e PP.
A sinalização ao grupo de Aro partiu de duas premissas: a busca por reciprocidade no plano nacional — e, consequentemente, o apoio de União e PP ao senador Flávio Bolsonaro (RJ) na disputa pela Presidência da República — bem como dar foco à pré-candidatura de Domingos Sávio a senador.