Bancada mineira no Congresso muda regras e disputa por coordenação esquenta

Três deputados querem o cargo, que agora será decidido por eleição secreta
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Durante a reunião, foi criado um grupo de trabalho composto por sete deputados para elaborar o estatuto da bancada. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A bancada mineira no Congresso Nacional definiu, em reunião realizada nessa quarta-feira (5), mudanças significativas nas regras para escolha do coordenador do grupo. A principal alteração estabelece que a seleção será feita por meio de votação secreta, abandonando o sistema anterior de coleta de assinaturas.

A movimentação chamou atenção por ocorrer durante a ausência do deputado Newton Cardoso Jr (MDB-MG), que está de luto pelo falecimento de seu pai, o ex-governador Newton Cardoso, ocorrido no último domingo (2).

Newtinho vinha articulando desde dezembro para assumir a coordenação, já tendo inclusive iniciado a coleta de assinaturas para sua indicação.

A disputa pelo cargo envolve ainda o deputado Paulo Guedes (PT) e o atual coordenador, Luiz Fernando Faria (PSD), que agora poderá buscar a reeleição, conforme as novas regras aprovadas.

A propósito, Guedes manifestou insatisfação com a situação a colegas, alegando a existência de um acordo firmado em 2023 que o colocaria na coordenadoria este ano, após ter sido derrotado por Faria na disputa anterior.

Outras definições

Durante a reunião, foi criado um grupo de trabalho composto por sete deputados para elaborar o estatuto da bancada. O grupo inclui os parlamentares Igor Timo (Podemos), Ione Barbosa (Avante), Marcelo Álvaro Antônio (PL), Dimas Fabiano (PP), Lafayette Andrada (Republicanos), além de representantes do Psol e do PT.

Ficou estabelecido também que a bancada realizará seis reuniões ordinárias por ano, com a possibilidade de encontros extraordinários quando necessário.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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