Como o governo de Minas vai leiloar imóveis residenciais em Belém e no interior do RJ

Empresa pública mineira abriu concorrência para encontrar interessados em arrematar apartamento e casa em outros estados
Foto do Jurunas, em Belém
Bairro do Jurunas, o maior de Belém, tem apartamento do governo mineiro. Foto: Paulo Cezar/Agência Pará

O governo de Minas Gerais tenta vender dois imóveis residenciais localizados em outros estados brasileiros e ocupados irregularmente por terceiros. Um dos empreendimentos fica em Belém (PA); o outro, em Volta Redonda (RJ). 

O leilão para o arremate das propriedades começou na sexta-feira (31) e vai até o próximo dia 25. O Fator apurou que, originalmente, os dois imóveis residenciais pertenciam ao patrimônio do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge). Com a extinção da instituição financeira, no final da década de 1990, as edificações passaram a compor o rol de ativos do poder público.

A residência em Belém fica em um prédio de apartamentos no Jurunas, na periferia da cidade. São 136,33 m² de área total, divididos em 94,22 m² de espaço para moradia e 42,11 m² de vaga de garagem. O lance mínimo é de R$ 104 mil.

Em Volta Redonda, o rol patrimonial estadual possui uma casa de dois andares, à venda por oferta mínima de R$ 106 mil. No primeiro pavimento do local, que faz parte de um bairro chamado Retiro, estão varanda, sala, cozinha, banheiro e área de serviço. No segundo piso, há dois quartos e mais uma sala. A área total é de 80 m².

Empresa oferecida à União vai tocar leilão

O leilão dos imóveis em Belém e Volta Redonda será conduzido pela Minas Gerais Participações S/A (MGI). A empresa tem a função de promover a venda de imóveis estaduais e, adicionalmente, possui uma fatia das ações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

Procurada por O Fator, a MGI orientou a reportagem a buscar a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), responsável por gerir os bens imobiliários de Minas. Segundo a pasta, embora as residências leiloadas estejam irregularmente ocupadas, ações de reintegração de posse já estão em curso no Judiciário.

“A inclusão dos imóveis no certame 012/2025 ocorreu após alinhamentos técnicos realizados com a MGI para diversificar o perfil dos ativos ofertados, e criar oportunidade para que os ocupantes dos imóveis regularizem a situação, visto que ambos estão ocupados de forma irregular, conforme a descrição no Edital 012/2025. As duas propriedades já foram ofertadas no edital 07/2024, realizado no ano passado”, informou a Sede-MG.

Ainda conforme a secretaria, a inclusão do apartamento de Belém no mais recente edital imobiliário não tem relação com a COP 30, a Conferência do Clima das Nações Unidas, que acontecerá no Pará neste mês. 

A MGI foi oferecida à União na esteira do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A federalização da empresa já foi, inclusive, aprovada pela Assembleia Legislativa (ALMG).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Leia também:

A frase de Aécio para justificar pré-candidatura à Presidência

Carta de moradores e poucas autoridades: a audiência sobre a Mina de Jangada na ALMG

Ganem diz que denúncia sobre fraude ao domicílio eleitoral se baseou em ‘ilações de matérias jornalísticas’

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse