Nova sócia de referência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Equatorial não conseguiu fazer a alocação adicional de 12,6% que almejava. A intenção do grupo era incorporar o percentual aos 30% já garantidos pela vitória na fase destinada à escolha do investidor âncora.
A aquisição dos 12,6% precisaria acontecer por meio da etapa destinada à compra fracionada de títulos no mercado. Acionista vendedor, o governo de Minas Gerais reservou 15% para esse estágio.
A informação sobre a Equatorial não ter conseguido ir além da fatia já assegurada foi inicialmente publicada pelo Brazil Journal e confirmada por O Fator. Nesta sexta-feira (12), a holding emitiu comunicado ao mercado ratificando a compra dos 30%, que correspondem a 114.075.921 ações ordinárias.
O negócio foi fechado por meio da Gerais Saneamento, subsidiária que tem a Equatorial como controladora integral. Sem a alocação adicional, a operação totalizará quase R$ 5,6 bilhões. Se houvesse a compra complementar, o valor subiria a R$ 7,8 bilhões.
Como a reportagem já detalhou, a holding, famosa pelos investimentos em energia, estruturou engrenagem prevendo um financiamento ponte a curto prazo de R$ 7,5 bilhões para custear a entrada na Copasa. Conforme o plano mostrado a investidores, o objetivo é, no futuro, trocar o empréstimo por uma dívida alongada, o chamado take-out.
Cade é próximo passo
Depois que a oferta for liquidada, na terça-feira (16), o caso será levado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para exame. A expectativa da Equatorial é que a avaliação do órgão aconteça até agosto.
No comunicado desta sexta, o vice-presidente Financeiro, de Relações com Investidores e Novos Negócios, Leonardo da Silva Lucas Tavares de Lima, informou que “o exercício dos direitos políticos inerentes às ações adquiridas permanecerá suspenso até que o Cade aprove a operação”.