MP de Contas investiga servidor com cargo em seis prefeituras diferentes em MG

Apuração foi aberta nesta semana; Constituição permite até dois empregos no serviço público
A instauração do inquérito para investigar o caso foi feita nesta quinta-feira (28). Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

O Ministério Público de Contas (MPC-MG) abriu investigação para apurar possível ilegalidade de um servidor da área da saúde que possui nomeação em cargo público de seis municípios diferentes em Minas.

Apuração prévia do MPC-MG indicou indícios de irregularidades na situação, uma vez que o servidor, médico, está lotado ao mesmo tempo em cargos e vínculos públicos nos Municípios de Arcos, Córrego Fundo, Pains, Betim, Bom Despacho e Felixlândia.

A instauração do inquérito para investigar o caso foi feita nesta quinta-feira (28).

A Constituição proíbe servidores de acumularem cargos na administração pública, mas faz algumas exceções. Permite, por exemplo, que professores tenham dois cargos em escolas diferentes. Também assegura à categoria o direito a ter outro emprego público, desde que seja de caráter técnico ou científico.

No caso dos profissionais de saúde com atividade regulamentada, como o do servidor investigado, é permitido ter dois cargos ou empregos no serviço público.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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