O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), pediu ao antecessor, Romeu Zema (Novo), aval para sinalizar a Flávio Bolsonaro (PL) já no 1° turno da eleição. O Fator apurou que o apelo, feito em agosto, acabou negado.
Zema cobrou do aliado a manutenção do endosso ao projeto presidencial do Novo. A postura causou incômodo entre apoiadores do candidato do PSD ao governo mineiro. O entendimento é de que o ex-governador adotou postura diferente ao não impedir que correligionários caminhassem com Flávio.
Nos bastidores da campanha de Simões, a avaliação é de que o apoio exclusivo a Zema travou o crescimento eleitoral do governador.
Como a reportagem mostrou na quinta-feira (24), enquanto lideranças da coligação defendem a necessidade de usar a última semana antes do 1° turno para ampliar o número de peças publicitárias vinculando o ex-governador ao sucessor, outros acreditam que a associação direta pode ser prejudicial, visto que o ex-chefe do Executivo estadual patina nas pesquisas sobre o Palácio do Planalto.
Procurada pela reportagem, a assessoria de Romeu Zema afirmou desconhecer a questão.