O ‘desencontro político’ que fez suplente ficar sem cargo na Prefeitura de BH

Articulações em defesa da nomeação do gestor ainda não se concretizaram
Breno Nolasco
Breno Nolasco, segundo suplente na chapa do Podemos. Foto: Divulgação

A relação dos escolhidos para ocupar as diretorias regionais da Coordenadoria de Vilas e Favelas de Belo Horizonte teve uma ausência notada: Breno Nolasco, segundo suplente na chapa de candidatos a vereador pelo Podemos no ano passado. Nolasco era cogitado para assumir o setor de Vilas e Favelas na Regional Venda Nova, mas um desencontro entre ele e a “Família Aro”, grupo político liderado pelo secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), contribuiu para que ele fosse deixado de fora.

O escolhido para representar a coordenadoria em Venda Nova foi Roberto Elbo Gonçalves, o Roberto da Farmácia, que ficou com a quarta suplência na chapa do Podemos.

O desencontro entre Nolasco e a “Família Aro” aconteceu após ele decidir não integrar o grupo eleitoral da deputada federal Nely Aquino (Podemos), passando a apoiar as articulações que pretendem levar o empresário Olavo Keesen a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026.

Já na Assembleia Legislativa, Nolasco deixou o grupo do deputado Rafael Martins (PSD) para caminhar do lado de Professor Wendel (Solidariedade).

A O Fator, Breno Nolasco afirmou estar à disposição para ocupar outros cargos na estrutura municipal.

“Conheço e me considero amigo do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) há muitos anos. Sempre manifestei meu desejo de contribuir para o êxito de sua gestão”, pontuou.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

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