O ‘filme repetido’ do PL do Ipsemg na Assembleia de Minas

Texto não foi votado pela segunda semana seguida por falta de quórum; análise deve ficar para depois da eleição
Foto mostra deputados no plenário da Assembleia de Minas
Não houve quórum para a votação do PL do Ipsemg. Foto: Alexandre Netto/ALMG

Pela segunda semana seguida, o quórum do plenário da Assembleia Legislativa caiu quando a pauta de votações chegou ao projeto de lei (PL) que mexe no piso e no teto de contribuições do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg). Sem o número mínimo de deputados para debater o texto, coube ao presidente Tadeu Martins Leite (MDB) encerrar a sessão plenária da manhã desta quarta-feira (28).

Nos bastidores, a aposta é que a votação em 1° turno da proposta ficará para depois das eleições municipais, em 6 de outubro. As mudanças na estrutura do Ipsemg ainda não encontraram consenso entre os parlamentares e são consideradas polêmicas por parte deles.

Embora o texto não tenha sido votado, a reunião desta quarta-feira foi a segunda em que o projeto esteve em pauta. Assim, a sessão plenária serviu para que o governo de Romeu Zema (Novo) vença a obstrução da oposição — isso porque, após seis encontros com a proposta sendo objeto de discussão, é possível votar independentemente de qualquer ação para postergar a análise.

O PL do Ipsemg sugere o aumento, de R$ 33,02 para R$ 60, do piso dos repasses feitos mensalmente pelos beneficiários. Já o teto das contribuições, atualmente fixado em R$ 275,15, chegaria a R$ 500.

Em outro trecho, o projeto estabelece uma alíquota extra de 1,2% a usuários do Ipsemg com mais de 59 anos de idade. Há, também, previsão do fim da isenção de contribuição para dependentes com até 21 anos.

Outra ideia é a criação de uma alíquota adicional de 1,2% a usuários do instituto que tenham mais de 59 anos de idade. Os deputados também terão de avaliar o fim da isenção de contribuição para dependentes com até 21 anos.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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