Lideranças da Câmara Municipal de Belo Horizonte relatam um clima de desconforto provocado pela iniciativa da vereadora Dra. Michelly Siqueira (PRD) de tentar reabrir a discussão da emenda que amplia o pagamento de honorários aos procuradores municipais. Segundo fontes ouvidas pelo O Fator, o assunto é considerado delicado, sobretudo em ano eleitoral, e tem sido levado de forma insistente pela parlamentar aos vereadores. Procurada, Michelly negou qualquer desgaste e afirmou manter boa relação com os colegas da Casa.
A movimentação ocorre porque a emenda foi retirada da tramitação por um vício regimental e, para voltar a ser analisada, depende do aval do Colégio de Líderes. Nos bastidores, Michelly dizia que faltava apenas uma assinatura para viabilizar a reapresentação da proposta. As conversas entre os próprios líderes, porém, mostraram que a resistência era maior do que vinha sendo apresentada.
Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmam que, diante das negativas, Michelly disse que levaria o assunto ao secretário municipal de Governo, Guilherme Daltro. Entre os líderes, a declaração foi recebida como um recado de que, caso a emenda continuasse sem apoio, o governo seria acionado para interferir na negociação.
Em conversa com o O Fator, a vereadora afirmou: “Não há nenhum tipo de desconforto entre os vereadores. Pelo contrário. Tenho uma relação ótima com todos, seja de direita, de esquerda ou de centro”. Michelly acrescentou que a proposta foi construída em conjunto com a Secretaria Municipal de Governo e que trabalha na elaboração de um substitutivo.