O diretório nacional do PDT transferiu, na noite de quarta-feira (26), R$ 7 milhões do fundão eleitoral para a campanha de Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas Gerais. Feito em parcela única, o repasse é, até agora, o maior destinado a um candidato mineiro e o maior realizado pelo partido no país nesta eleição.
O alto investimento na campanha e a autonomia para decidir sobre o uso do dinheiro foram condicionantes impostas por Kalil para aceitar se filiar e ser candidato pelo PDT.
Entre os candidatos ao governo de Minas que já receberam verbas do fundão, Kalil lidera o volume de recursos. Patrus Ananias (PT) teve R$ 5,3 milhões transferidos pelo PT. O governador Mateus Simões (PSD) recebeu R$ 1,7 milhão do Novo e outros R$ 1,7 milhão do PSD, totalizando R$ 3,4 milhões. Os demais candidatos ainda não registraram doações de seus partidos.
O repasse do PDT a Kalil também se destaca na comparação interna da sigla. O deputado federal Requião Filho, candidato do partido ao governo do Paraná, é o nome que mais se aproxima entre os pedetistas, mas ainda abaixo do valor direcionado à campanha mineira: recebeu R$ 6 milhões.
No Maranhão, o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, recebeu R$ 3 milhões.
O fundão eleitoral é composto por recursos públicos e distribuído pelas direções partidárias às candidaturas. Os repasses e os gastos são informados à Justiça Eleitoral nas prestações de contas de campanha.
A disputa pelos recursos eleitorais foi um ponto de conflito para Kalil na eleição de 2022. Naquele ano, ele concorreu ao governo de Minas pelo PSD, com apoio do PT, e a divisão do fundão entre as candidaturas da aliança gerou divergências na estrutura da campanha.