O que diz o novo substitutivo do projeto de privatização da Copasa

Texto deve passar por novos ajustes antes de segunda votação nas comissões da Assembleia Legislativa
O deputado Rodrigo Lopes
Rodrigo Lopes, relator do projeto de privatização da Copasa. Foto: Luiz Santana/ALMG

Relator do projeto de lei de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) na Comissão de Administração Pública (APU) da Assembleia Legislativa (ALMG), o deputado estadual Rodrigo Lopes (União Brasil) encaminhou aos colegas, nesta terça-feira (18), um substitutivo à proposta. 

O Fator apurou que a nova versão do texto obriga o governo do estado a mandar ao Parlamento, em até 180 dias após a sanção da lei da privatização, um pedido de autorização para a criação de um fundo estadual de saneamento básico, que vai receber parte dos recursos oriundos da venda de ações da empresa.

Na prática, o substitutivo reforça a divisão da destinação dos recursos relacionados à privatização da Copasa. Além da parte encaminhada ao fundo do saneamento, o restante seguirá relacionado ao cumprimento de obrigações referentes ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). 

A criação do fundo de saneamento já constava no substitutivo aprovado nessa segunda-feira (17) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Não havia, contudo, prazo para o estabelecimento da poupança.

Segundo Lopes, o limite de 180 dias para o envio da proposta específica vai evitar “que a autorização para a destinação de parte dos recursos permaneça apenas no plano abstrato”.

“Tal medida (o prazo para o envio da proposta) garantirá que o fundo seja instituído de forma e em tempo hábeis a viabilizar a continuidade da atuação do Estado na realização dos investimentos indispensáveis ao cumprimento das metas de universalização e à melhoria da qualidade dos serviços de saneamento básico”, explicou o relator.

Depois que a APU votar o parecer de Lopes, o texto da Copasa será encaminhado à Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO). Posteriormente, o assunto estará apto para discussão em 1° turno no plenário.

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