O que Simões e secretários de Zema debateram sobre Propag e Copasa

Alto escalão do governo de Minas se encontrou nessa quarta (15) para debater assuntos ligados ao refinanciamento da dívida
Reunião sobre o Propag na Cidade Administrativa
Mateus Simões lidera comitê sobre o Propag em Minas. Foto: Cristiano Machado/Imprensa MG

Integrantes do primeiro escalão do governo de Minas Gerais se reuniram, nessa quarta-feira (15), para mais um dos encontros periódicos sobre a adesão ao Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). O Fator apurou que um dos principais assuntos em discussão foi a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), uma vez que a proposta encaminhada à Assembleia Legislativa (ALMG) prevê o uso dos recursos obtidos com a negociação no refinanciamento do débito estadual com a União.

Embora um novo decreto federal tenha estendido, até 31 de dezembro do ano que vem, o prazo para a federalização de ativos estaduais, que podem servir para diminuir a dívida, a adesão ao Propag tem como data-limite o último dia de 2025. O desejo do Palácio Tiradentes é que a Assembleia conclua a votação dos textos sobre a privatização da Copasa antes da assinatura do contrato de renegociação do passivo.

Como O Fator já mostrou, o governo do estado entende que a votação dos projetos com alguma ligação ao Propag precisa acontecer neste ano por causa de possíveis obstáculos no calendário político de 2026, ano marcado por eleição. O período que antecede a ida às urnas serve para agendas de campanha no interior, o que, naturalmente, costuma esvaziar o plenário e as comissões da Assembleia.

Além de Simões, que preside o comitê responsável por conduzir as tratativas do Propag, participaram da reunião dessa quarta nomes como o secretário de Estado de Fazenda, Luiz Cláudio Gomes, e o secretário-geral de Romeu Zema (Novo), Marcel Beghini. 

O chefe da pasta de Educação, Rossieli Soares, foi outro a bater ponto. Representantes de outros setores interessados nos desdobramentos da renegociação da dívida, como a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), também estiveram no encontro.

Tramitação paralisada

Em que pese o desejo do governo de Minas de ver a privatização da Copasa aprovada pela Assembleia ainda neste ano, a tramitação da proposta está suspensa na Casa. Na semana passada, o presidente do Legislativo, Tadeu Leite (MDB), decidiu paralisar a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a necessidade de referendo popular para viabilizar a venda da empresa.

Tadeuzinho tomou a decisão a fim de dar tempo para que técnicos da Assembleia analisem as mudanças impostas pelo novo decreto do Propag. A suspensão também interrompe temporariamente a tramitação do projeto de lei que trata especificamente de uma autorização para a privatização.

Pelo que soube O Fator, ainda não há data para o término do processo de exame dos meandros da nova versão do decreto.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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