O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), diz a quem quiser ouvir que ainda não definiu os componentes de seu secretariado. Apesar disso, tem em mente as pastas cujos titulares pretende escalar primeiro: Planejamento e Fazenda.
A O Fator, ele atribuiu a intenção ao cenário fiscal do estado, que lida com uma dívida superior a R$ 200 bilhões e tem, para 2027, déficit previsto de R$ 10,5 bilhões.
“Não acho que preciso criar (mais secretarias). Com a situação fiscal do estado, a gente tem de pensar muito nas secretarias de Planejamento e Fazenda. Isso é prioridade para mim. Estou conversando para escolhermos o secretário certo”, afirma, também listando setores como Saúde e Infraestrutura como prioritários.
Até aqui, o único nome com acordo para compor o secretariado é Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) e candidato do MDB ao governo. O ex-vereador está no grupo de transição e, segundo Cleitinho, só terá a pasta que comandará definida após o processo de passagem de bastão.
Reforma administrativa na mira
A área econômica da equipe de transição de Cleitinho tem nomes como Bruno Westin ex-secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Ministério da Economia em parte do governo de Jair Bolsonaro (PL). Gilberto Ramos, que foi secretário de Fazenda em Belo Horizonte e Contagem (Região Metropolitana), também está no colegiado.
Cleitinho afirma mirar uma reforma administrativa para tentar estancar o rombo. Como O Fator mostrou na semana retrasada, auxiliares dele defendem interface com a Assembleia Legislativa (ALMG) e com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) a fim de pensar em outras possíveis soluções. O assunto também deve predominar as discussões da primeira reunião face a face dos integrantes da transição, nesta quinta-feira (22), um dia antes da agenda inaugural do processo oficial de passagem de bastão, que contará com interlocutores da administração de Mateus Simões (PSD).
“O que a gente tem de fazer é uma reforma administrativa, cortar gastos supérfluos e monitorar contrato por contrato. Colocar uma lupa mesmo. A gente (também precisa) trazer investimentos. Minas Gerais tem capacidade de atrair investimentos. Tenho de ser esse governador que não fica na Cidade Administrativa. Se eu precisar rodar o mundo inteiro para trazer investimentos, tenho de fazer, para aumentar a arrecadação”, projeta.