Pela quarta eleição seguida, homem tem ‘candidatura fantasia’ indeferida pelo TRE

Abner Pedra, o ‘DIno’, apresentou candidatura ‘avulsa’ pelo PT
Dino, pelo menos, acertou o partido em que está filiado em 2024. Foto: Divulgação
Dino, pelo menos, acertou o partido em que está filiado em 2024. Foto: Divulgação

Pela quarta eleição seguida, o empresário Abner Pedra, o “Dino”, teve seu registro de candidatura rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG). E os motivos de cada decisão são diferentes, mas sempre curiosos sobre o por que o Dino sequer tentou se candidatar.

Dessa vez, o belo-horizontino de 62 anos teve a candidatura rejeitada porque sequer participou das discussões internas no PT, partido em que está filiado, para ir às urnas. Dino não teve o nome aprovado em convenção da legenda e, inclusive, tentou registrar seu nome no TRE utilizando o número de urna já ocupado por uma candidata “legalizada”.

Dino é conhecido das ruas de Belo Horizonte. O “candidato fantasia” costuma passear pela região central da capital usando papeis com a imagem do personagem Dino, do programa ‘Família Dinossauro’.

Em 2022, Dino teve sua candidatura a deputado federal pelo Podemos rejeitada pelo tribunal porque, bem, ele não estava filiado ao partido. Na época, o TRE descobriu que, além do partido não conhecer o homem, ele, na realidade, estava filiado ao PT.

Em 2014 e 2010, Dino – que já foi proprietário de uma assessoria empresarial, mas hoje não tem empresas registradas em seu nome – teve a candidatura cassada também por não cumprir questões básicas para tentar participar da eleição, como apresentar documentos e participar de convenção partidária.

Questionado por O Fator sobre as situações, Dino afirmou que vai “colocar a liminar para ser julgada após a confirmação de ser eleito em seis de outubro e pegar o diploma de vereador na segunda instância”. Confrontado sobre o número de urna já ser ocupado por outra candidata do PT, ele afirmou que conseguirá alterar a numeração. A legislação eleitoral não permite mais mudanças no número de urna desde o dia 15 deste mês.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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