Pela terceira vez, leilão de prédio da Cemig não recebe propostas

Nessa terceira oferta, lance mínimo havia sido reduzido em 15% sobre o valor anterior
Prédio dos anos de 1960 em estilo modernista está localizado próximo ao viaduto de Santa Tereza. Foto: Cemig/Divulgação

Pela terceira vez, não apareceram interessados na compra do edifício de oito andares que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) possui na Rua Itambé, na Floresta, bairro da Região Leste de Belo Horizonte. O prazo para recebimento de ofertas terminou nesta quinta-feira (12).

Nesta terceira tentativa, para que não se repetisse o insucesso das duas anteriores, que também foram desertas, a estatal reduziu o valor do imóvel em quase R$ 5 milhões, passando-o de R$ 32,9 milhões para R$ 27,96 milhões. O novo preço valor equivale a um desconto de 15% sobre o anterior.

Quando da segunda tentativa de venda do prédio, em janeiro deste ano, O Fator publicou reportagem mostrando que o montante inicial pedido pela Cemig indicava descompasso com os parâmetros de mercado para edificações do tipo.

Na ocasião, foram feitas comparações entre que o lance inicial solicitado pela estatal e os valores de duas outras edificações oferecidas em pregões na região central de Belo Horizonte. Uma delas, o edifício do antigo Othon Palace Hotel, na confluência da rua da Bahia com a avenida Afonso Pena; a outra, o  edifício que sediou  do antigo Banco de Crédito Real de Minas Gerias (Credireal), na Rua Espírito Santo, entre Carijós e Tupinambás e que foi vendido em março por R$ 19 milhões.

O prédio, em arquitetura modernista dos anos de 1960, está localizado próximo ao Viaduto de Santa Tereza e integra o conjunto arquitetônico da Praça da Estação e adjacências. Assim, qualquer mudança no imóvel depende de autorização do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH).

O edifício tem área construída de 7,7 mil metros quadrados, conforme consta no documento inicial de registro do imóvel. Se for considerado um anexo com três pavimentos e estacionamento em três níveis para carros e caminhões, a área construída sobe para 13,8 mil metros quadrados.

A Cemig foi contatada mas não informou se pretende fazer nova tentativa de venda, se pretende manter o preço ou se irá oferecer mais uma redução sobre o valor proposto no leilão que se encerrou nesta quinta-feira (12). Se houver manifestação, essa matéria será atualizada.

Marcelo Freitas é jornalista formado pela UFMG em 1981, com passagem pelos jornais "Diário do Comércio", "Hoje em dia", "O Tempo" e "Estado de Minas". Foi diretor de Comunicação da UFMG, assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Belo Horizonte e diretor de Redação do portal de notícias BHAZ. É autor dos livros "A construção do tombamento", sobre o tombamento do centro histórico de Pitangui; "Não foi por acaso", sobre o Massacre de Ipatinga; e "Nós também estivemos na linha de frente", sobre as histórias do jornalismo durante a pandemia.

Marcelo Freitas é jornalista formado pela UFMG em 1981, com passagem pelos jornais "Diário do Comércio", "Hoje em dia", "O Tempo" e "Estado de Minas". Foi diretor de Comunicação da UFMG, assessor de Comunicação da Câmara Municipal de Belo Horizonte e diretor de Redação do portal de notícias BHAZ. É autor dos livros "A construção do tombamento", sobre o tombamento do centro histórico de Pitangui; "Não foi por acaso", sobre o Massacre de Ipatinga; e "Nós também estivemos na linha de frente", sobre as histórias do jornalismo durante a pandemia.

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