Por que Leônidas deixou a Secretaria de Cultura do governo Zema

Secretário estava no comando da pasta desde 2021, mas deixou o cargo oficialmente neste domingo (14)
Ex-secretário chefiou a pasta entre 2020 e 2025. Foto: Agência Minas

O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, deixou o cargo no domingo (14) a pedido próprio, após cinco anos à frente da pasta. A decisão foi motivada por questões pessoais.

“Sim. Dessa vez é verdade. Estou de férias desde sexta e a decisão, já matutada veio forte. Cuidar de mim, da minha saúde”, disse Leônidas em conversa com O Fator.
E continua…

“Eu já estava matutando em meu coração há algum tempo. Estou de férias e veio forte. Mudar é preciso. Sou inquieto”, afirmou.

O agora ex-secretário deve seguir para o mercado privado, onde já possui convites para atuar.

Leônidas enfrentou desgaste interno depois de endossar críticas da oposição ao oferecimento de bens culturais à União como garantia para negociação da dívida de Minas Gerais.

Durante audiência pública na Assembleia Legislativa em 5 de junho, o então secretário pediu apoio da Comissão de Cultura para impedir a cessão de imóveis como o Palácio das Artes, em Belo Horizonte.

O posicionamento repercutiu negativamente dentro do governo e gerou críticas públicas do vice-governador Mateus Simões (Novo), que questionou a postura do subordinado no Legislativo.

Sucessão e futuro político

A secretária-adjunta Josiane de Souza assume interinamente a pasta até a nomeação de um novo titular. O governo informou em nota que “o governador Romeu Zema e o vice-governador Mateus Simões agradecem a dedicação do secretário e sua gestão na condução de programas de valorização da cultura regional e do turismo”.

Leônidas, que ocupava o cargo desde 2021 e era considerado próximo à cúpula do governo mineiro, deve disputar uma vaga de deputado federal em 2026. Interlocutores confirmaram que ele tem sido sondado por partidos políticos para a candidatura.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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