Privatização em Minas só depois que dívida for discutida

ALMG prioriza debate sobre endividamento do Estado e adesão – ou não – ao RRF
Dificilmente projetos de privatização serão avaliados na ALMG em 2024
Dificilmente privatização será discutida na ALMG em 2024 (Foto: ALMG/Divulgação)

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado Tadeu Martins Leite (MDB), informou a interlocutores do governo Zema que o Legislativo só irá tratar de projetos de privatização das estatais depois que a pauta sobre a dívida do Estado for concluída, ou seja, debatida, avaliada e votada. Assim, dificilmente a venda da Copasa, Cemig e Codemig tramitarão na Casa nos primeiros seis meses deste ano. Como no segundo semestre teremos eleições municipais, há pessimismo quanto à possibilidade de se tratar do tema em 2024.

A propósito, nesta quarta-feira (10), Tadeuzinho esteve reunido com o secretário de Governo, Gustavo Valadares. O FATOR apurou que a conversa, embora tenha durado boa parte da manhã, foi tranquila e tratou sobre pautas prioritárias do governo, principalmente a discussão sobre o RRF e a possibilidade de novas negociações para o adiamento do novo prazo de pagamento da dívida com a União.

Atualmente, o Estado negocia com o Tesouro Nacional as condições da dívida e a aplicação das regras do RRF. A partir do que for acordado com a União, será necessária, ainda, na avaliação do governo mineiro, a tramitação de um projeto de lei específico para eventuais ajustes no texto do Regime de Recuperação Fiscal.

Lucas Ragazzi é jornalista investigativo com foco em política. Integrou o Núcleo de Jornalismo Investigativo da TV Globo e tem passagem pelo jornal O Tempo, onde cobriu o Congresso Nacional e comandou a coluna Minas na Esplanada, direto de Brasília, e pela Itatiaia. É autor do livro-reportagem “Brumadinho: a engenharia de um crime”.

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