Projeção de Bolsonaro sobre o Senado ‘reforça’ cálculo político de vice de Zema

Declaração, dada pelo ex-presidente nessa quinta-feira (26), foi interpretada como aceno a possível aliança entre PL e Novo em MG
Domingos Sávio, Mateus Simões e Jair Bolsonaro
Simões e Bolsonaro se encontraram em BH. Foto: Divulgação

Interlocutores próximos ao vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), viram com bons olhos a fala do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre escutar o governador Romeu Zema (Novo) e o próprio Simões no processo de escolha de um dos nomes que vai representar a direita na disputa pelo Senado Federal em 2026. A declaração, dada por Bolsonaro nessa quinta-feira (26), foi interpretada como um aceno à possibilidade de união entre Novo e PL em solo mineiro.

“Vamos escolher um — é o que está previsto hoje — candidato ao Senado. Todos estão na parada. O que peço a vocês: quando esse um for escolhido, por critério técnico, que fechem nesse candidato. Vamos fazer no mínimo um (senador) federal nosso pelo PL. O outro (candidato), vamos conversar com Mateus Simões, Zema e outros partidos”, disse Bolsonaro, durante encontro com correligionários na Pampulha.

A projeção do ex-presidente vai ao encontro da equação política revelada por Simões na segunda-feira (23), durante café da manhã com jornalistas. À ocasião, o vice de Zema e pré-candidato ao Palácio Tiradentes, afirmou estar disposto a entregar ao PL uma das duas candidaturas ao Senado em uma eventual chapa liderada por ele. Nesse cenário, o outro concorrente da aliança à Casa Alta do Congresso Nacional seria o secretário de Estado de Governo, Marcelo Aro (PP), representando a federação União Brasil-PP.

“Sei que o PL quer ter senadores, e estou pronto para construir isso com o PL. Não me arvoraria a dizer quais são os nomes — o PL tem ótimos nomes”, garantiu.

Bolsonarismo tem profusão de nomes

Ao afirmar que “todos estão na parada” pela prerrogativa de disputar o Senado pelo PL, Bolsonaro evitou fazer acenos individuais aos pré-candidatos do partido. O páreo tem nomes como o deputado federal Domingos Sávio, que preside a legenda em Minas, o deputado estadual Cristiano Caporezzo, o vereador belo-horizontino Vile dos Santos e o deputado federal Eros Biondini.

Corre por fora o influenciador Marco Antônio Costa, ex-comentarista da Jovem Pan. Conhecido pelo apelido “Superman”, ele se mudou de São Paulo (SP) para Lagoa Santa (MG) a fim de tentar viabilizar uma candidatura ao Senado pelo estado. Costa, aliás, aproveitou o périplo de Bolsonaro por BH para tentar que o ex-presidente abonasse sua ficha de filiação aos quadros liberais.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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