Projeto inclui falsa acusação de nazismo na lei do preconceito

Texto discutido na CCJ é apoiado pela bancada bolsonarista
Bia Kicis no plenário da Câmara
Bia Kicis (PL-DF) é uma das autoras do projeto. Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O projeto de lei que criminaliza a falsa acusação de nazismo, discutido nesta quarta (4) na CCJ da Câmara, inclui esse crime na chamada Lei do Preconceito Racial.

O texto é de autoria da bolsonarista Bia Kicis (PL-DF) e assinado por seis outras pessoas, incluindo Junio Amaral (PL-MG) e a ex-deputada Alê Silva.

A proposta inclui o crime de falsa acusação de nazismo na Lei nº 7.716/1989, que define crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

O parecer de Julia Zanatta (PL-SC) manteve a essência do texto, que define como crime “Acusar alguém, falsamente, por qualquer meio, de ser nazista”, prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa.

A mesma lei já criminaliza, por exemplo, “fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo”.

Ontem, o deputado Coronel Assis (União-MT) pediu vista, adiando uma votação.

Leia também: CCJ da Câmara inclui na pauta projeto de voto impresso

Frederico "Cedê" Silva é repórter em Brasília. Tem passagens por O Antagonista, VEJA BH, Estadão e Estado de Minas. Foi produtor do 'CQC' na Band e do programa 'Manhattan Connection' no MyNews.

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