Quando dirigentes do PT esperam bater o martelo sobre rumos na disputa pelo governo de Minas

Partido tenta driblar dúvidas e apressar conversas a respeito da montagem do palanque de Lula no estado
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Presidente estadual da sigla, deputada Leninha quer resolver o impasse ainda nesta semana. Foto: Willian Dias/ALMG

Apesar do impasse sobre os rumos que o PT seguirá na disputa pelo governo de Minas Gerais, integrantes do partido acreditam que será possível resolver a questão ainda nesta semana. A prioridade é definir um candidato próprio, mas ainda não há consenso sobre o escolhido.

Depois das reiteradas negativas da ex-prefeita Marília Campos, de Contagem, que trabalha pela aliança a um pré-candidato externo, são cogitados nomes como os dos deputados federais Paulo Guedes e Patrus Ananias, e da ex-reitora da Universidade Federal (UFMG), Sandra Goulart Almeida.

O entendimento é de que arrastar a dúvida por mais tempo prejudica até mesmo os trabalhos da etapa mineira da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mais cedo, Patrus negou que tenha sido procurado pelo PT para tratar da questão, ao passo que integrantes do partido dizem que o nome dele chegou a ser citado em debates internos.

Dirigentes petistas ouvidos por O Fator afirmaram que as menções a Patrus receberam boa aceitação entre as principais correntes do partido. A avaliação de aliados do ex-prefeito de Belo Horizonte, no entanto, é de que o processo de consolidação de uma pré-candidatura ao Palácio Tiradentes foi mal construído dentro do PT mineiro. Por isso, sustentam, o deputado não está convencido a abandonar a tentativa de reeleição para ingressar na disputa majoritária.

Reuniões em série

Ainda segundo apurou a reportagem, as reuniões sobre a estratégia na corrida ao governo estadual têm sido constantes. Participam das instâncias de debate a presidente estadual do PT, a deputada Leninha, e o presidente nacional do partido, Edinho Silva. Também houve conversas recentes com parlamentares federais e estaduais.

Publicamente, apenas Paulo Guedes e Sandra Goulart já se prontificaram a concorrer.

“Tenho minha reeleição encaminhada, mas se o presidente Lula me fizer este chamado, meu nome está à disposição”, afirmou o deputado a O Fator na semana passada.

A ex-reitora da UFMG também condiciona uma eventual candidatura ao aval de Lula.

“Essa é uma discussão que está no âmbito do PT de Minas. Conversei com vários nomes e tenho tido diálogo com todos eles. Eles sabem da minha disposição e estão avaliando. Não sei se meu nome foi levado ao presidente Lula, mas já conversei com alguns nomes (do PT mineiro) e eles sabem que estou lá para contribuir da maneira que for necessário. Não necessariamente como candidata a governadora, mas como eles acharem que for necessário para construir esse projeto no qual acreditamos”, explicou.

A espera pelo sinal verde de Lula se estende a outros partidos. Como O Fator mostrou mais cedo, Jarbas Soares Júnior, pré-candidato do PSB, sinalizou que só levará a empreitada à frente se houver acordo com o presidente da República. Jarbas, aliás, é um dos interlocutores com quem Marília conversa sobre a possibilidade de uma frente. O outro é Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB.

Júlio Soares é jornalista e mestre em Relações Internacionais pela PUC-Minas. Tem passagens pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Belo Horizonte, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Atuou também em campanhas eleitorais e ofereceu gestão de conteúdo e marketing para entidades de classe e agências de publicidade.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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