Embora seja o único filiado ao PSB a contar, neste momento, com apoio da direção estadual do partido para uma eventual candidatura ao governo de Minas Gerais, o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior ainda tem incertezas sobre o futuro eleitoral. O Fator apurou que a participação dele na corrida rumo ao Palácio Tiradentes depende do aval de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se o presidente da República consentir com a candidatura do ex-procurador, Jarbas Soares ocupará o papel negado pelo senador Rodrigo Pacheco de encabeçar um arco de alianças com partidos de centro e de esquerda. Caso contrário, o PSB não terá nome próprio em Minas e o ex-procurador ficará de fora da disputa. Nesse cenário, o mais provável é que o PT lance uma opção, levando o apoio dos pessebistas e de outros partidos de esquerda.
Apesar da indefinição, Jarbas cumpre agenda de pré-candidato. Recentemente, apareceu nas inserções do PSB no rádio e na TV e tem viajado ao interior para conversar com nomes que devem concorrer a deputado estadual e a deputado federal.
A agenda mais significativa foi em Montes Claros (Norte), onde nasceu, no mês passado. Em um encontro regional do PSB, Jarbas esteve ao lado de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem e pré-candidata do PT ao Senado Federal, e de Gabriel Azevedo, pré-candidato do MDB ao governo.
No discurso dos três, há a defesa de uma frente ampla — o que, na prática, não se mostra viável. Jarbas não aceita ser vice de Gabriel, enquanto Lula demonstra resistência ao emedebista, antigo crítico contumaz do presidente e de Dilma Rousseff.
O sinal verde de Lula perseguido por Jarbas, a propósito, é buscado por outro pessebista. Trata-se do ex-vice-governador Clésio Andrade, que sinaliza disposição de concorrer ao governo se conseguir apoio do presidente.